A maioria dos diretores que filmam em 3D, deslumbrados com a tecnologia, esquece dos aspectos mais importantes da realização de um filme e apresentam enfadonhas mostras de pirotecnia. Não é o caso do documentário sobre Pina Bausch, assinado por Wim Wenders, conhecido por filmes como Asas do Desejo (1987) e Paris, Texas (1984). O documentário, sobre o trabalho da coreógrafa alemã Pina Bausch (que morreu aos 68 anos, em 2009), destaca a obra de Pina que teve como ponto alto o teatro/dança, na qual o palco recebia elementos como pedra, terra, água e outros objetos. Por isso o palco ganha uma outra dimensão na concepção de Wenders. Os depoimentos são mudos, ou melhor, os bailarinos apenas interpretam e sentem o que sua própria voz narra em off. Solução genial do cineasta alemão. A técnica em 3D é utilizada para destacar os gestos e movimentos do trabalho criativo de Pina Bausch, que Wim Wenders sabiamente permite que a obra da protagonista fale por conta própria no seu documentário. Uma pena que o filme tenha ficado apenas duas semanas no cine espaço Beiramar. O documentário deve retornar no Cine Paradigma, mas sem a projeção em 3D.
– Esquadrilha da Fumaça. Asas e Coração, documentário de Paulo Henrique Viana e Fábio Modeno sobre a Esquadrilha da Fumaça que tive a satisfação de assistir no Festival de Cinema de Arraial D’Ajuda tem cenas aéreas deslumbrantes filmadas com várias câmeras gol-pró colocadas dentro e na parte externa dos aviões. O documentário apresenta histórias inesquecíveis, grandes viagens, shows aéreos internacionais e os mais modernos aviões do mundo, revelando também detalhes inéditos das apresentações, dos bastidores e do cotidiano do Esquadrão, humanizando um trabalho que não é realizado apenas por máquinas, mas por homem e mulheres especiais que se dedicam ao cumprimento da missão. Grandes sequências em voo mostram novos ângulos e levam o espectador a sentir e fazer parte das acrobacias da Esquadrilha da Fumaça. Outro diretor de rara sensibilidade que conheci no festival baiano foi Julio Lellis, diretor de vários filmes e documentários, inclusive do premiado documentário “Nélida Piñon – O Atlântico e suas Correntes” e da ficção “Mea Culpa”.
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– Faça. O Festival Audiovisual promete movimentar o setor em Santa Catarina. O FAÇA irá acontecer de 12 a 14 de abril em Lages, de 19 a 21 de abril em Blumenau e nos dias 26 a 29 de abril no Cinema do Centro Integrado de Cultura, na capital. – Tudo Azul. Mulher Azul, de Maria Emília de Azevedo foi selecionado para a Mostra de curtas-metragens da ABC (Associação Brasileira de Cinematografia) que acontecerá em Sampa de 9 a 11 de maio. O curta foi filmado no sul da França – com a luz de Van Gogh – e fotografado por Charles Cesconetto. O valor do intangível. No site do criaticidades(www.criaticidades.com.br/assista/rubens-ricupero/) , o embaixador Rubens Ricupero fala sobre a importância do intangível na capitalização das empresas nas Bolsas de Valores. Ele conta que as mais valorizadas são as que usam o conhecimento para gerar a riqueza e não aquelas de grandes estruturas físicas, mostrando que o futuro da economia é a economia criativa. – ANCINE. A Agência Nacional de Cinema vai triplicar os investimentos em produções de TV neste ano, liberando R$ 55 milhões para projetos neste setor. O aumento dos investimentos está ligado à nova lei de TV paga, que entre outras coisas, determina cotas de programação nacionais nos canais pagos. – Terceira Idade. Um novo nicho do mercado cinematográfico está melhorando os lucros dos cinemas norte-americanos . A frequência do público com mais de 50 anos nos cinemas cresceu significativamente nos EUA e está ajudando a recuperar a indústria. Com isso, filmes são concebidos para agradar as plateias mais maduras, entre eles, a estreia de Dustin Hoffman na direção, “Quartet”, que mostra um grupo de cantoras de ópera que vivem num lar para idosos.
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