Não sei se é impressão minha, mas neste final de ano o mercado de marketing esportivo começa a ficar aquecido de uma forma, digamos anormal. O que antes só se via nos grandes centros, começa-se a notar por aqui. Ou seja, grandes empresas disputam propriedades pedaço por pedaço.
O grande movimento do mercado partiu da gigante americana Nike que partiu para cima dos clubes de futebol de maneira agressiva. A ideia da empresa é fechar com um time de cada cidade-sede na Copa em 2014. Além do Corinthians e Seleção Brasileira, a gigante americana fechou com Inter e Santos, sem contar que está em negociações avançadas com Coritiba e Bahia.
O que enxergo com este movimento é o fato da Nike voltar suas forças ao futebol brasileiro. Como sua principal concorrente, a Adidas, é o patrocinador oficial da Copa, a Nike precisa montar uma estratégia para atacar pelos flancos, ou seja, nas propriedades alternativas que são os clubes do futebol brasileiro, por exemplo.
Acredito que esse será o primeiro dos movimentos das gigantes, que deve ter um contra-ataque da Adidas em breve. Além disso, isso impactará os outros players do mercado, tanto de material esportivo quanto os demais, pois ninguém vai querer perder espaço neste mercado daqui para frente. E quem ganha com isso? O marketing esportivo. Porém, vai haver uma seleção natural entre os profissionais da área, pois o aumento do investimento necessita-se de retorno para quem paga a conta. São entidades privadas, que buscam lucro e querem resultado acima de tudo.
O tabuleiro do jogo de xadrez está montado, as peças mais fortes começam a dar passos mais agressivos e isso vai acabar matando os peões do jogo. É natural que haja uma reação dos outros gigantes do jogo, mesmo que estes estejam em condições mais favoráveis. No fim do jogo, haverá um vencedor, o esporte.
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