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Médicos, planners e loucos.
11 de Julho de 2011

Médicos, planners e loucos.

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De vez em quando todo mundo vai (ou pelo menos deveria ir…) ao médico.

Se não por algum problema de saúde, pelo menos por prevenção.

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O que eu nunca soube, é de alguém que chegue lá no médico, sente na frente dele e diga: “Meu amigo, eu estou com uma dor aqui do lado e eu tenho certeza que é distensão muscular. Me dê, por favor, uma receita do remédio XYZ, mas ponha aí, 10 gotinhas de 6 em 6 horas. E rápido, por que eu estou com pressa…”

E sabemos a razão disso não acontecer. Porque acreditamos no conhecimento daquele profissional, afinal, ele estudou, se especializou, tem experiência e, muitas vezes, foi a reputação dele que nos levou até lá.

Lembrei desta situação, porque acompanho com muito interesse e carinho a formação do Grupo de Planejamento de Santa Catarina.

É uma iniciativa muito bem-vinda, que trará benefícios para o mercado como um todo, ao passar por uma nova percepção do trabalho dos planners.

Dar importância ao planejamento de comunicação e marketing em empresas e agências não é de hoje. A maior visibilidade, contudo, permitirá que se encontre o parâmetro real da atividade na construção do faturamento do setor.

Em um momento em que as formas de relacionamento empresarial entre clientes, agências e mídia vêm sendo questionadas e discutidas, muito por conta de que todo o ambiente de comunicação e marketing vem se transformando na direção do mais complexo, a capacidade de planejar para usar bem os recursos disponíveis, com o resultado mais eficaz, se torna um fator gerador de valor.

Minha torcida é que a atividade do GPSC seja um marco que destaque a cada vez mais elaborada qualificação dos profissionais e, com isso, intensifique a participação estratégica do planejamento, uma das saídas mais interessantes para os dilemas do nosso negócio.

Afinal, assim como quando a gente procura o médico, são os planners que têm a habilidade, adquirida através do estudo, especialização e experiência, de ouvir o que o “paciente” tem a dizer, fazer os exames certos, interpretar estes exames, fazer os diagnósticos e discutir de forma aberta e cooperativa com o “paciente”, o “tratamento” mais adequado.

E, se como dizem por aí, de médico, publicitário e louco, todo mundo tem um pouco, dá para concluir que todo mundo tem um pouco de planejador também.

Mas a gente não pode confiar nossa saúde a quem é “um pouco” médico. Nem nossos negócios, a quem é “um pouco” publicitário e claro, a quem é “um pouco planner”.

A não ser que seja alguém muito louco. 

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