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Documentário do Bar do Chico
25 de Outubro de 2011

Documentário do Bar do Chico

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Sempre achei que o Bar do Seu Chico era como se tivesse brotado da própria duna. Por sua composição com o ambiente da praia do Campeche, pela generosidade do Seu Chico e pelos frequentadores daquele local: pessoas do bem e que têm o que dizer e a contemplar. Eu mesmo costumava sentar no escritório, como eu e o fotógrafo e amigo Paulo Gruel, chamávamos uma mesa da qual contemplamos muitos ocasos e ficávamos horas quietos, apenas admirando a curva do horizonte e viajando (ali sentandos) para inúmeras cidades.

 
O Bar do Seu Chico, tinha essa magia, de reunir pessoas em torno de um peixe frito, de um camarão, de uma cerva, de uma caipira, de um som e de um bom papo. Como uma flor que nasce nas areias da dunas, o Bar do Seu Chico representou resistência e encantamento de uma numerosa rapaziada, pessoas  que pensam a Ilha de Santa Catarina sem a ganância que normalmente impera na expansão imobiliária que transformou nossa cidade e já extinguiu muitas flores.
 
E como instrumento importantíssimo de reação e conscientização de uma Ilha ainda possível e viável, o Ivan de Sá está realizando um belíssimo e útil documentário.
 
 
 
Claquete:
 
Curiosidade de montador, e a luta continua!  Alguns filmes do cineasta americano Jonathan Demme como  "Totalmente selvagem" (1986),  "De caso com a máfia" (1988), "O silêncio dos inocentes" (1991) e "Filadélfia" (1993) têm a seguinte frase em português no encerramento dos créditos finais: E a luta continua! Quem me alertou para essa curiosidade foi Giba Assis Brasil, amigo e montador. Nem o Giba e nem eu assistimos aos filmes mais recentes dele ("Bem-amada", "O casamento de Raquel", a refilmagem do "Sob o domínio do mal"), por isso não sabemos se ele continua com esse hábito. Segunda Giba, a wikipédia em inglês http://en.wikipedia.org/wiki/A_luta_continua  diz que é uma homenagem à Frelimo, de Moçambique, que usava "a luta continua" como seu lema principal em 1975. Mas, Assis Brasil acha que a frase, como um lema de esquerda, é bem mais antigo do que isso, e tem a impressão que o original é italiano.  Isso é um dos muitos prazeres de montar um filme com o grande Giba Assis Brasil!
 
Peter Przygodda, 1941 – 2011. Conhecido como "editor dos filmes de Wim Wenders" (de quem montou entre outros, os inesquecíveis Alice nas cidades; Paris, Texas; Asas do desejo), Peter Przygodda foi responsável pela montagem de longas antológicos do cinema alemão. Peter nos deixou no início de outubro. Wim Wenders escreveu um texto sobre o amigo, no qual finaliza: Peter era único em tudo. Nada e ninguém irá substituí-lo!
 
Qual Queijo Você Quer? O curta da catarinense Cíntia Domit Bittar está realizando uma excelente trajetória nos Festivais de Cinema. Foi selecionado para os principais festivais do gênero e ganhou o prêmio de Melhor Curta-metragem no 13º Festival do Rio deste ano.
 
O filme foi realizado com um prêmio de R$ 30 mil reais, do Edital do Fundo Municipal de Cinema (Funcine) de 2010. O curta tem direção, produção, roteiro e montagem de Cíntia e traz no elenco os atores Amélia Bittencourt e Henrique César. Parabéns a eles e a toda equipe!
 
Astheros. O diretor catarinense Ronaldo dos Anjos também tem circulado com o seu Astheros por vários festivais de cinema. O curta-metragem é baseado no conto O Monge Astheros, do escritor e atual presidente da Academia Catarinense de Letras, Péricles Prade.  Eu e o público de torcedores do cinema feito por aqui esperamos curiosos por essas duas aguardadíssimas estréias.  
 
Mulher Azul elogiada na França. Mulher Azul, de Maria Emília de Azevedo, foi exibido num circuito fechado na França pelo fotógrafo e produtor Charles Cesconetto e recebeu muitos comentários elogiosos, como: – um filme para assistir diversas vezes; – um filme sobre o tempo e sobre o feminino; – é poético, filosófico e psicológico; – É muito interessante ver uma brasileira no sul da França em um filme muito autêntico, sem mirar as paisagens clichês da Provence, falando em português e com um texto poético; – É interessante para um francês, pois o texto é literário e a legenda tem que ser lida; – O filme precisa ser assistido pelo menos 3 vezes: a primeira para admirar a imagem, que todos gostam muito, a segunda, para fazer uma leitura atenta do texto, que traz muitas chaves para a exploração do sentido do filme e uma terceira para juntar as duas coisas;  - A tradução é excelente; – É impressionante a qualidade; -A atriz tem uma beleza muito particular e a atuação é perfeita; – A música é original? A trilha é muito bonita; – Mulher Azul, um filme da Côte d'Azur;  - um filme muito bonito, perfeito.
 
Com tantos elogios Mulher Azul deverá participar de festivais de cinema na França em 2012. E por falar em Festivais, o curta participa de 24 a 30 de outubro do 18º. Festival de Cinema e Vídeo de Cuiabá. A diretora Maria Emília de Azevedo e a atriz Patrícia Teotônio estarão presentes na exibição oficial do sábado (29/10) ás 19 hs.
 
Direitos Humanos. A "6ª Mostra Cinema e Direitos Humanos na América do Sul", será realizada entre os dias 21 e 27 de Novembro, no auditório do CESUSC, Rodovia SC-401, SC 401/Km 10, ao lado do Terminal de Integração de Santo Antônio de Lisboa (TICAN). A mostra com 46 filmes e que este ano chega a todas as capitais do Brasil é gratuita e dedicada às produções que abordam questões referentes aos direitos humanos, produzidas recentemente nos países sul-americanos.
 

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