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Considerações sobre uma proposta louca
07 de Maio de 2012

Considerações sobre uma proposta louca

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1. Quatro pacientes estão reunidos.

O terapeuta pede que todos se apresentem, digam qual é sua atividade e que comentem porque a exercem. O primeiro diz:

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– Chamo-me Francisco, sou médico porque me agrada tratar da saúde e cuidar das pessoas.
.
O segundo se apresenta:

– Chamo-me Ângelo. Sou arquiteto porque me preocupa a qualidade de vida das pessoas e como vivem.

A terceira diz:
– Chamo-me Maria e sou lésbica. Sou lésbica porque adoro seios e rabos femininos e fico louca só de pensar em fazer sexo com mulheres.

Faz-se um silêncio. Então o quarto diz:

– Sou o Manoel Joaquim e até há pouco achava que era pedreiro mas acabo de descobrir que sou é lésbica..  (Autor: Francisco Sardo)
2. Em maio agora acontecerá, em S. Paulo, o V Congresso Brasileiro de Comunicação, o mais importante evento do setor. Dali deverão surgir pronunciamentos, decisões etc, que poderão mudar, para o bem ou para o mal, os rumos do setor.

3. Participei dos três últimos: no segundo, ocorrido quando eu estava, ainda, praticamente no começo da minha vida profissional, apresentei, junto com meu irmão Ronaldo Barzaghi, uma proposta sugerindo que a publicidade criasse uma forma de amparar os publicitários excluídos da atividade. Havia uma razão para isso: a publicidade experimentava, naquele momento, uma ampla renovação, que provocou a demissão de quase uma geração inteira, mais velha. “Desconfie das pessoas com mais de trinta anos”, era o lema.

Nossa proposta foi recusada pela Comissão encarregada de fazer a triagem. Sequer fez parte da pauta do Congresso.

4. No terceiro Congresso tive a honra de presidir uma Comissão sob a qual estavam submetidos todos os grupos técnicos. Acho que me saí bem, porque recebi menção especial e fui aplaudido na sessão solene de encerramento do evento. A partir dali iniciei uma luta diuturna em defesa da regulamentação da profissão de publicitário. 

Uma luta que levei para o quarto Congresso, onde trabalhei, com sucesso, para impedir que a Comissão responsável pelo assunto se manifestasse contra a regulamentação. Foi uma vitória de curta, porque ninguém falou mais nele. Nem eu, embora continue achando que a regulamentação deveria acontecer. Não mais nos termos que propus, mas se uma forma que retrate a comunicação destes dias. Penso assim, mas não vou mais me envolver nessa briga. Nessa altura da vida, o problema deixou de ser meu.

5. Agora, o V Congresso. Não poderei ir. Mas ainda assim, Não posso deixar de enfiar minha colher enferrujada nessa sopa.

Reputo um dos temas a serem tratados, o que diz respeito ao Futuro da Profissão, da maior importância – se não o mais importante. Tenho certeza de que a ESPM vai apresentar um trabalho maravilhoso, baseado na pesquisa que está realizando junto aos mais importantes Cursos de Comunicação do mundo.

Mas vou fazer agora o papel de um quinto paciente da história que contei lá em cima, e dar uma opinião que não me foi pedida.
Penso que a cambalhota dada nestes últimos anos pela Comunicação no Brasil, exige uma total reformulação nos Cursos.

Na minha visão, deveriam deixar de se chamar Curso de Comunicação Social. O novo título, que proponho aqui, deveria passar a ser Comunicação e Marketing. Ou Marketing e Comunicação.
A partir daí, deveriam ser oferecidos os seguintes Cursos Estruturantes: Marketing Institucional, que envolveria Relações Públicas; Marketing Digital; Marketing Promocional; e Publicidade.

Claro, cada um deles pede um mergulho profundo. Mas isso é tema para outra conversa.

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