Clipagem
Tudo que temos na memória são conhecimentos adquiridos, lembranças de momentos vividos e informações que às vezes nos servem, mas às vezes não. Já a memória de uma empresa, uma instituição ou órgão deve ter toda sua trajetória traduzida em números, documentos, relatos e clipagem. Isso mesmo. A clipagem que fazemos de jornais, revistas, internet, emissoras de rádio e TV são tão importantes para resgatar a história quanto quaisquer outros documentos guardados. A importância imediata é o cumprimento de uma obrigação do assessor de imprensa, de detalhar em relatórios suas atividades realizadas e as conseqüências do trabalho através de publicações e menções do cliente na imprensa. A exigência pela clipagem diária, rápida, e até duas vezes por dia por conta de portais e jornais regionais, é cada vez maior, porque o que sai na imprensa pode ser termômetro para tomadas de decisão no mesmo dia. Muitas vezes é preciso uma resposta ou mesmo um comentário sobre determinado assunto.
Mas a clipagem não tem a vida útil tão curta.
Estava organizando os arquivos do escritório e percebi rapidamente folheando algumas cópias de relatórios entregues aos clientes os momentos de maior fervor em relação a um assunto, de notícias que foram anunciadas e concretizadas, outras não. Matérias que veicularam em programas de televisão e que depois serviram como base para outras ações na própria empresa, também revelam como a clipagem pode contar uma história.
Já citei em uma coluna há mais de um ano, que ainda discute-se o formato mais correto da clipagem e a determinação de valores para este ou aquele espaço. Mas saindo dessa questão de curto prazo que demonstra o bom relacionamento de uma empresa ou instituição com a mídia, quero ressaltar que guardar na memória física os momentos transcritos através da imprensa é relevante para a trajetória tanto do cliente quanto do assessor.
Posso citar um exemplo. Fiz assessoria de imprensa durante oito anos para uma entidade e todos os relatórios anuais revelam cenários de crescimento, de consolidação de uma imagem, de construção vagarosa de conceitos e difusão de ações que permitiram incrementar a história desta entidade.
DICA: Não espere o cliente, em alguns momentos é preciso ir até ele, provocá-lo quanto a algum assunto ou colaborar na organização de ações que possam envolver depois a comunicação. A importância do papel do assessor de imprensa certamente será considerada maior e de mais valia.
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