Tem Q Ter é o primeiro banco de imagens LGBTQ+ do Brasil

19 de Agosto de 2019

Plataforma gratuita criada por cinco estudantes promove a inclusão e o respeito à diversidade

Tem Q Ter: Patrícia Richter, Ana Antunes, Manoela Haase, Fernanda Sanchis e Betina Aymone

 

O impacto comercial criado por marcas, negócios e agências de publicidade é indiscutível. Só que as mensagens transmitidas por esses segmentos causam, também, significativo efeito social – são ferramentas poderosas que influenciam comportamentos e reações. No entanto, no cenário brasileiro das mídias formadoras de opinião, a comunidade LGBTQ+ tem pouquíssima representatividade. Em um país engessado pelos padrões heteronormativos, a maioria das raras propagandas que abordam esse universo reforça estereótipos que acabam solidificando preconceitos.

A iniciativa
Para desconstruir essa lógica estereotipada e promover a inclusão e o respeito à diversidade, as estudantes Manoela Haase (design/comunicação visual/administração), Patrícia Richter (publicidade e propaganda), Betina Aymone (psicologia), Ana Antunes (design/comunicação visual) e Fernanda Sanchis (publicidade e propaganda) idealizaram o Tem Q Ter, um banco de imagens gratuito que busca transformar a forma com que a população LGBTQ+ é retratada na publicidade brasileira. O objetivo é dar mais representatividade a gays, lésbicas, bissexuais, transgêneros/transexuais/travestis, queers – quaisquer pessoas consideradas “fora das normas” comportamentais de gênero, independentemente de siglas e rótulos.

Fotógrafos
Com fotos produzidas por Caroline Lima, Cíntia Lazzarotto, Isadora Heimig, Patrícia Richter, Ricardo Matsukawa e Urich Santana, o projeto foi um dos 14 contemplados com bolsa da SaferLab, iniciativa conjunta da SaferNet Brasil/Google/Unicef para estimular planos e ações que combatam os discursos de ódio na internet.

As imagens estão disponíveis para download gratuito no endereço www.temqueter.org. Essa plataforma colaborativa também está aberta às pessoas que queiram contribuir com produções fotográficas sobre o tema – é só clicar no botão “participe” e enviar suas próprias fotos.

Mulher gay num gramado com as cores da bandeira do segmento
Foto: Patrícia Richter